Os Erros de Warren Buffett que Todo Investidor Deve Conhecer

Warren Buffett, conhecido como o “Oráculo de Omaha”, encerra uma trajetória de seis décadas à frente da Berkshire Hathaway, deixando um legado de sucesso e aprendizado. Com um patrimônio estimado em US$ 150 bilhões, Buffett é referência mundial em investimentos, mas sua jornada também foi marcada por decisões que, com o tempo, se mostraram equivocadas. Conhecer esses erros é fundamental para quem busca construir patrimônio de forma inteligente e sustentável, evitando armadilhas comuns mesmo entre os maiores investidores do mundo.

Berkshire Hathaway: A “decisão estúpida”

A história da Berkshire Hathaway começou com uma escolha que Buffett classificou como “a ação mais estúpida que já comprei”. Em 1962, ele adquiriu ações da empresa têxtil apenas porque estavam baratas, ignorando o fato de que o setor já estava em declínio. Em 1964, irritado com uma quebra de promessa na recompra de ações, Buffett decidiu comprar ainda mais papéis e assumir o controle da companhia, demitindo o gerente responsável pelo acordo. O resultado foi a gestão de um negócio desconhecido e em decadência, que gerou prejuízos no setor têxtil. A lição: comprar ações apenas porque estão baratas, sem análise de fundamento, pode ser uma armadilha emocional que custa caro no longo prazo.

Prejuízo bilionário com as empresas aéreas

Em 2020, no auge da pandemia, Buffett surpreendeu o mercado ao vender todas as posições da Berkshire em companhias aéreas americanas, como United, American Airlines, Delta e Southwest. Na época, ele afirmou que o setor estava profundamente afetado e que não via perspectiva de recuperação no curto prazo. No entanto, o movimento resultou em um prejuízo de US$ 49,7 bilhões no primeiro trimestre de 2020, e Buffett reconheceu publicamente: “Eu estava errado”. A decisão mostra que até os maiores investidores podem errar ao tentar prever o futuro de setores voláteis, especialmente em momentos de crise.

O ceticismo em relação ao Bitcoin

Buffett sempre foi crítico em relação ao Bitcoin, chamando-o de “veneno de rato ao quadrado” e afirmando que criptomoedas “não produzem nada”. Ele nunca investiu no ativo e chegou a declarar sua “morte” diversas vezes. Contudo, o tempo mostrou que o Bitcoin se consolidou como reserva de valor digital, com valorização superior a 500% nos últimos cinco anos e presença cada vez maior em carteiras de grandes gestores. O não investimento de Buffett nesse ativo é hoje considerado um dos erros mais emblemáticos de sua trajetória, destacando que o ceticismo excessivo pode fazer o investidor perder oportunidades relevantes.

O sonho frustrado da Kraft Heinz

Em 2015, Buffett e a 3G Capital uniram Kraft Foods e H.J. Heinz, criando uma gigante global de alimentos. O objetivo era combinar eficiência operacional e distribuição, mas o resultado foi abaixo do esperado: queda nas vendas e desvalorização de marcas tradicionais. Em 2025, a Berkshire registrou uma perda contábil de US$ 3,8 bilhões na participação na Kraft Heinz, que foi reduzida para US$ 8,4 bilhões. Buffett afirmou estar “desapontado” com o plano de separação da empresa, reforçando que até parcerias com grandes nomes podem não gerar os resultados esperados.

Conclusão

Os erros de Warren Buffett são tão instrutivos quanto seus acertos. Eles mostram que mesmo os maiores investidores do mundo podem se equivocar ao tomar decisões baseadas em emoção, previsões de curto prazo ou ceticismo excessivo. Para quem busca independência financeira, a lição é clara: invista com disciplina, evite decisões impulsivas e esteja sempre aberto a aprender com os próprios erros, e com os dos outros.

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